Carnaval eleva risco de fraudes com PIX
O carnaval representa um dos períodos de maior faturamento para os setores de comércio, turismo e serviços. No entanto, o aumento no volume de transações financeiras também atrai a atenção de criminosos digitais. Segundo a Data Rudder, empresa especializada em inteligência antifraude, micro e pequenas empresas (PMEs) tornam-se alvos frequentes devido ao alto giro de caixa e, muitas vezes, à ausência de processos rígidos de verificação.
O uso do PIX, embora agilize as vendas, abre margem para golpes como o uso de comprovantes falsos (agendamentos cancelados ou montagens), QR Codes adulterados e pagamentos via contas laranja. "O pequeno empresário acaba sendo o elo mais vulnerável quando aceita pagamentos com base apenas em capturas de tela, sem uma conferência sistêmica", pontua Rafaela Helbing, CEO da Data Rudder.
Para auxiliar empreendedores a atravessarem o período de folia com segurança, a especialista dá algumas dicas básicas:
Verificação de titularidade: antes de entregar o produto ou serviço, confirme se o nome e o CPF/CNPJ que aparecem na notificação do banco coincidem com os dados do cliente.
Adoção do QR Code dinâmico: ao contrário do código fixo impresso no balcão, o QR Code dinâmico é gerado para cada venda específica, dificultando a manipulação de valores e destinatários por terceiros.
Conciliação em tempo real: utilize sistemas ou aplicativos bancários que emitam comprovantes automáticos e rastreáveis diretamente no terminal de vendas (PDV) ou no celular do gestor, dispensando a necessidade de o cliente mostrar o próprio visor.
Monitoramento de transações atípicas: estabeleça um protocolo para checar movimentações que fogem do padrão de consumo do estabelecimento, especialmente em horários de pico e alta demanda.
Segurança com tecnologia
No mercado financeiro, a tecnologia de prevenção já opera com padrões de análise em tempo real, onde transações podem ser checadas em até 200 milissegundos para identificar perfis de risco.
Logo, a proteção do faturamento depende da combinação entre ferramentas tecnológicas e processos operacionais bem definidos. "A fraude deve ser tratada como um problema de gestão, não apenas técnico. Incluir a segurança na rotina da operação é o que garante a rentabilidade, especialmente em datas de grande exposição como o carnaval", avalia Rafaela. “O PIX, por exemplo, trouxe agilidade e praticidade, mas também exige atenção redobrada. Em períodos como o carnaval, em que aumenta o volume de transações em pouco tempo, o risco aumenta. É preciso estar atento para não transformar o momento lucrativo da folia em dor de cabeça”, reforça a executiva.
Da redação
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