Carnaval com Respeito: Deputada reforça mobilização do Ligue 180 e pede atenção redobrada das mulheres
Este ano, o Ministério das Mulheres intensificou a campanha "Se liga, eu ligo 180", que convoca toda a sociedade a não se calar diante de situações de assédio ou importunação. "O Carnaval é tempo de celebração, mas o direito à festa não pode ser ameaçado pela violência. O 'Não' continua sendo a regra absoluta e o protocolo 'Não é Não' é nossa ferramenta para garantir ambientes seguros em todos os eventos", afirma a deputada Ana Paula Lima (PT-SC).
Para ela, a chegada oficial do Carnaval 2026, traz um alerta fundamental para que a folia seja marcada pela alegria e pelo respeito. A parlamentar destaca a importância de as mulheres utilizarem a rede de proteção disponível e celebra a recente mobilização do Governo Federal para reforçar o atendimento às vítimas de violência durante o período.
Ligue 180 está preparado para o Carnaval
Ana Paula Lima destaca que o Ministério das Mulheres mobilizou uma equipe de mais de 350 profissionais, entre atendentes e coordenadoras, que passaram por qualificação específica sobre consentimento para atuar na Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) durante a folia.
"O Ligue 180 é um serviço gratuito, confidencial e que funciona 24 horas. É um canal de acolhimento e orientação que salva vidas. É fundamental que cada foliã tenha esse número gravado na memória: Ligue 180 para denúncias e orientações, e 190 em casos de emergência policial imediata", orienta a parlamentar.
Parceria inédita e visibilidade
A deputada também ressaltou a importância de novas parcerias para ampliar o alcance das mensagens de proteção, como a firmada entre o Ministério das Mulheres e a Caixa. Durante o Carnaval, os bilhetes emitidos pelas casas lotéricas em todo o país trarão o alerta: "Carnaval é festa. Assédio é crime. Denuncie. Ligue 180. Urgência, ligue 190".
Dicas de Segurança para a Folia
Para garantir uma festa tranquila, a deputada reforça a adoção dos cuidados práticos:
Ande em grupo: Sempre que possível, permaneça junto de pessoas de sua confiança.
Atenção ao copo: Nunca aceite bebidas de desconhecidos e mantenha sua bebida sempre à vista.
Rede de apoio: Se sentir que está sendo perseguida ou importunada, procure ajuda imediata da segurança do evento ou de autoridades policiais.
Protocolo "Não é Não": Lembre-se que estabelecimentos (bares e clubes) têm o dever legal de prestar auxílio caso você se sinta em risco.
O Papel do Poder Público
Para Ana Paula Lima, a segurança das mulheres é uma prioridade que exige um Estado presente e articulado. Ela defende que prefeituras e governos estaduais sigam o exemplo federal e reforcem o policiamento especializado e o atendimento nas Delegacias da Mulher (DEAMs).
"O poder público precisa garantir que a rede de proteção funcione na ponta, com iluminação adequada nos trajetos dos blocos e atendimento humanizado. Não podemos admitir que o medo paralise as mulheres. Nossa resposta à violência deve ser política pública eficiente e tolerância zero com o crime", diz a deputada.
Serviço:
Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 (gratuito e 24h)
Emergências policiais: Ligue 190
Da redação
Fonte: Secom
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