Câncer de mama deve atingir 4.460 mulheres em SC
A campanha Outubro Rosa chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, uma das doenças que mais afetam mulheres no Brasil. Em 2026, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima mais de 78 mil novos casos no país, sendo 4.460 em Santa Catarina.
Em Santa Catarina, a campanha foi instituída pela Lei Estadual nº 16.028/2013 e também busca conscientizar a população sobre o câncer do colo do útero. A iniciativa reforça a importância dos hábitos saudáveis, do acompanhamento médico e da realização dos exames recomendados.
Segundo o Inca, quando o câncer de mama é identificado em estágio inicial, as chances de cura podem chegar a 90%. Por isso, a informação e o acesso aos serviços de saúde são fundamentais para ampliar as possibilidades de tratamento.
Hábitos saudáveis ajudam na prevenção
A mastologista e ginecologista Rebeca Neves Heinsen destaca que algumas mudanças na rotina podem contribuir para reduzir o risco de desenvolver a doença. Entre as recomendações estão praticar atividade física regularmente, manter o peso adequado, especialmente após a menopausa, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar.
A idade também é um fator importante, já que o risco de câncer de mama aumenta com o passar dos anos. Por isso, a avaliação médica e a realização dos exames recomendados devem fazer parte dos cuidados com a saúde, mesmo na ausência de sintomas.
Mamografia é fundamental para o diagnóstico precoce
A mamografia é o principal exame de rastreamento do câncer de mama e permite identificar alterações suspeitas em fases iniciais. A idade indicada para começar o rastreamento e a periodicidade dos exames devem seguir as recomendações vigentes e considerar o perfil de risco de cada mulher.
De acordo com a especialista, não ter casos de câncer de mama na família não significa estar livre da doença. Por isso, o acompanhamento médico continua sendo importante independentemente do histórico familiar.
O levantamento da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sobre o perfil das mulheres atingidas pelo câncer de mama no estado identificou idade média de 54 anos entre as pacientes. A pesquisa também apontou que elas são predominantemente brancas e que cerca de 30% dos casos apresentam histórico familiar da doença.
Alterações nas mamas exigem atenção
Conhecer o próprio corpo ajuda a perceber mudanças que precisam ser avaliadas por um profissional de saúde. Entre os principais sinais de alerta estão nódulos nas mamas, inversão recente do mamilo, alterações na pele e caroços nas axilas.
A mastologista ressalta, porém, que o autoexame mensal não é recomendado como método de rastreamento e não substitui a mamografia. Observar as mamas e reconhecer suas características habituais continua sendo importante para identificar possíveis alterações.
O medo de descobrir uma doença também não deve impedir a realização dos exames recomendados. Embora possa causar desconforto, a mamografia é uma ferramenta importante para detectar precocemente alterações suspeitas.
Cuidados devem continuar durante todo o ano
O câncer de mama causou 21.668 mortes de mulheres no Brasil em 2025, conforme dados do Inca. Em comparação com 2015, o número representa um aumento de 39%. Na última década, a taxa de mortalidade passou de 14,8 para 19,5 óbitos por 100 mil mulheres, mantendo-se praticamente estável desde 2022.
Diante desse cenário, a campanha Outubro Rosa reforça que a prevenção e o cuidado com a saúde feminina não devem se limitar ao mês de outubro. Manter hábitos saudáveis, realizar os exames indicados e procurar atendimento diante de alterações suspeitas são medidas importantes para favorecer o diagnóstico precoce e ampliar as possibilidades de tratamento.
Da redação
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