Black Friday exige atenção para escapar do endividamento
Especialistas reforçam que aproveitar a Black Friday com tranquilidade exige atenção redobrada ao próprio comportamento de consumo. As promoções costumam ser tentadoras, mas podem transformar um período de boas oportunidades em um início de ano apertado para quem não se planeja. A orientação central é simples: manter o controle antes de clicar no botão de compra.
Autocontrole vira peça-chave nas ofertas
Segundo especialistas em defesa do consumidor, o impulso costuma ser o maior vilão. A sensação de que “vale a pena porque está barato” ou “eu mereço” é recorrente e pode levar a decisões precipitadas. Profissionais do Procon e do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (IBDEC) recomendam avaliar a real necessidade do item e verificar se o gasto cabe no orçamento atual. A pergunta essencial é direta: a compra é de fato necessária agora e será paga sem comprometer as contas do mês?
O peso das parcelas diluídas
Um dos alertas mais frequentes recai sobre as ofertas parceladas, que podem gerar uma falsa ideia de facilidade. Geraldo Tardin, presidente do IBDEC, lembra que valores aparentemente pequenos se tornam significativos ao final do pagamento. Ele exemplifica: dez parcelas de 240 reais parecem leves, mas somam 2.400 reais, quantia que pode ultrapassar o limite saudável para muitas famílias. Esse tipo de decisão, tomada no calor da promoção, costuma ser um dos fatores de maior endividamento após o evento.
Compromissos do início do ano entram na conta
O risco não está apenas na compra isolada. As despesas típicas dos primeiros meses do ano seguem imutáveis: material escolar, IPTU, IPVA e até viagens planejadas. Quando a empolgação da Black Friday supera o planejamento, esses compromissos acabam afetados, abrindo espaço para atrasos e dificuldades financeiras. Especialistas reforçam que ponderar antes de comprar é essencial para evitar impactos em sequência.
Trocas e devoluções nem sempre são garantidas
Outro ponto que exige atenção é o direito de troca. No comércio físico, a substituição de um produto só é obrigatória em caso de defeito. Já nas compras feitas pela internet, vale o direito de arrependimento: o consumidor pode devolver o item em até sete dias. A diretora-geral do Procon do Paraná, Cláudia Silvano, alerta que essa diferença é pouco conhecida e frequentemente gera frustração após a Black Friday.
Organização financeira como aliada
Para evitar imprevistos, uma recomendação prática é registrar todos os ganhos e gastos em uma planilha simples, de forma transparente. O hábito ajuda a visualizar para onde o dinheiro está indo e a tomar decisões mais conscientes. Essa rotina reduz o risco de surpresas no fim do mês e fortalece o autocontrole em épocas de grandes ofertas.
A Black Friday pode, sim, render economia real, desde que encarada com responsabilidade. Consumir com planejamento transforma promoções em vantagem e evita que o período de descontos resulte em dívidas prolongadas.
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Da redação
Fonte: RCN
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