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Alesc leva voz dos territórios à COP30 em Belém

Alesc leva voz dos territórios à COP30 em Belém
Documento “A Terra Pede Cuidado” reúne ideias debatidas em cinco conferências regionais e reforça o compromisso do estado com a agenda climática. Na imagem, Kerexu, Marquito, Pedro Uczai e Rosa Maria. (Foto: Pedro Alves)

Publicado em 05/11/2025

As propostas catarinenses que representarão o estado na 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), marcada para Belém (PA), já estão consolidadas. O documento, resultado de um processo colaborativo conduzido pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), foi apresentado em evento realizado na segunda-feira (3), e sintetiza as principais demandas regionais sobre ação climática.

Debates regionais e construção coletiva

Intitulado A Terra Pede Cuidado, o relatório reúne as contribuições surgidas em cinco conferências regionais promovidas pela Comissão de Meio Ambiente da Alesc, com apoio da Escola do Legislativo. Os encontros aconteceram em Lages, Joinville, Criciúma, Florianópolis e Chapecó, envolvendo lideranças comunitárias, ambientalistas, pesquisadores e representantes de diversos setores.

Segundo o presidente da Comissão, deputado Marquito (Psol), o documento traduz o compromisso do estado em apresentar “contribuições de Santa Catarina em tempos de emergência climática”. Ele ressaltou que as propostas nasceram do diálogo com a sociedade e refletem temas urgentes como justiça climática, agroecologia, agricultura familiar, transição energética, educação ambiental, financiamento climático, áreas protegidas e combate ao racismo ambiental.

Propostas de conservação e novas áreas de proteção

Entre as ações preservacionistas indicadas no relatório estão a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) da Imaculada Conceição, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, e a ampliação dos cuidados ambientais na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul. Também estão previstas a criação de uma APA na região de exploração do carvão, no Sul do estado, e outra na foz do Rio Tijucas, voltada à observação de aves silvestres.

O documento será encaminhado, além da COP30, a órgãos ambientais como o Ibama, ICMBio e IMA, reforçando o papel do estado na agenda de sustentabilidade e na defesa de políticas públicas voltadas à adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

Protagonismo coletivo e voz dos territórios

Durante a entrega do relatório, o deputado federal Pedro Uczai (PT) destacou a importância da iniciativa, construída “a tantas mãos para tratar do futuro de Santa Catarina”. Ele afirmou que não há respostas ambientais sem levar em conta as pessoas, a cultura e o território. “Justiça social e justiça climática caminham juntas”, afirmou.

A líder indígena Kerexu Yxapyry também celebrou a inclusão das pautas dos povos originários no documento, lembrando que “os indígenas são parte da solução para a cura da terra”. Marquito reforçou a fala, ressaltando que as áreas demarcadas estão entre as mais bem preservadas do país.

Representando a juventude, a cientista Rosa Maria Pereira Miranda, integrante do programa IASC/NASA, destacou que “a COP30 será um marco, porque chegou a hora de transformar políticas em resultados concretos”. Para ela, os jovens querem ocupar o centro das soluções e não apenas serem ouvidos.

Mudanças já perceptíveis em Santa Catarina

O relatório também alerta para o agravamento dos impactos climáticos no estado, evidenciados por enchentes, estiagens, erosão costeira e aumento da vulnerabilidade socioambiental. Segundo o texto, os efeitos das mudanças climáticas já se manifestam nos territórios catarinenses, exigindo medidas urgentes de adaptação e resiliência.

Com esse conjunto de propostas, Santa Catarina busca contribuir de forma efetiva com o debate global sobre o clima, reforçando seu papel na construção de um futuro mais sustentável e justo para todos os biomas e comunidades do estado.

 

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Da redação

Fonte: RCN

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