Vacinação contra HPV pode evitar mortes e prevenir câncer
Ações de conscientização visam ampliar a cobertura vacinal e evitar complicações

O Papilomavírus Humano (HPV) é uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) mais comuns no mundo e está associado a diversos tipos de câncer, como o de colo do útero, ânus e orofaringe. No Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV (04/03), o médico Luiz Fernando Sommacal, chefe da Divisão Médica do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), reforça a importância da prevenção e vacinação.
Em suas redes sociais, Sommacal destacou que a erradicação do câncer de colo de útero é um compromisso coletivo e incentivou profissionais de saúde a aconselharem a vacinação. Segundo ele, a doença causa uma morte por hora no Brasil e pode ser evitada. No país, estima-se que 42 milhões de mulheres não estejam vacinadas contra o HPV, aumentando o risco de desenvolver câncer e outras complicações.
O que é o HPV e como se transmite?
O HPV é um grupo com cerca de 200 tipos de vírus, sendo que pelo menos 14 são considerados de alto risco para o câncer. Os tipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero. Já os tipos 6 e 11 estão associados a 90% das verrugas genitais.
A transmissão ocorre principalmente por contato sexual (vaginal, anal e oral), mesmo sem penetração. O vírus também pode ser passado da mãe para o bebê no parto. Embora menos frequente, há suspeitas de transmissão por contato com superfícies contaminadas, como toalhas e roupas íntimas.
Diagnóstico e tratamento
Na maioria dos casos, o HPV não apresenta sintomas. O diagnóstico é feito por exames como teste de biologia molecular, colposcopia e biópsia. Quando há sintomas, podem surgir verrugas genitais e lesões na vulva, vagina, colo do útero, ânus e orofaringe.
O tratamento depende do tipo e da gravidade das lesões:
Verrugas genitais: podem ser tratadas com medicamentos ou remoção cirúrgica.
Lesões precursoras do câncer: exigem intervenção cirúrgica, como conização.
Câncer associado ao HPV: o tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Prevenção
O uso de preservativos reduz o risco de infecção, mas não impede completamente a transmissão. A forma mais eficaz de prevenção é a vacinação antes do início da vida sexual.
A vacina quadrivalente (Gardasil), disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 e está indicada para:
Meninas e meninos de 9 a 14 anos: dose única, devido à melhor resposta imunológica antes do início da vida sexual.
Jovens de 15 a 19 anos: dose única para aqueles que não se vacinaram na faixa etária anterior.
Grupos especiais: pessoas com HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos, vítimas de violência sexual e outros (três doses).
Dúvidas frequentes
HPV sempre causa câncer? Não. Muitas infecções são eliminadas espontaneamente pelo organismo.
Quanto tempo o vírus pode ficar incubado? Pode levar de meses a até 20 anos para se manifestar.
Uma vez infectado, a pessoa fica com HPV para sempre? Não necessariamente. O organismo pode eliminar o vírus em até dois anos, mas a reinfecção é possível.
Quem já tem HPV pode se vacinar? Sim. A vacina previne reinfecções e reduz o risco de recorrência da doença após tratamento.
A vacinação e a conscientização são fundamentais para reduzir os impactos do HPV na saúde pública e prevenir casos de câncer evitáveis.
Da redação
Fonte: HU-UFSC
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