Geração Z redefine diversão e reduz consumo de álcool

Em tempos de mudanças sociais, o consumo de álcool está passando por uma verdadeira transformação, especialmente entre os jovens da Geração Z. Se as gerações anteriores construíram uma forte relação com a bebida como parte fundamental das interações sociais, os mais jovens estão reformulando esse conceito de diversão. A nova forma de socializar não depende mais do copo na mão, mas de uma busca por experiências mais saudáveis e significativas.
De acordo com levantamento realizado pela Mind & Hearts, do grupo HSR Specialist Researchers, junto a 677 pessoas de todas as idades e faixas etárias, 36% dos jovens da Geração Z afirmam consumir álcool apenas uma vez por mês ou com menor frequência, um percentual expressivamente superior ao das gerações Y (32%) e X (32%). Para Naira Maneo, sócia-diretora da empresa de pesquisa, esse comportamento está diretamente ligado ao crescimento de uma cultura digital, na qual a imagem pessoal e o bem-estar ganham destaque. “Essa geração cresceu imersa em um contexto digital, em que a exposição nas redes sociais tem um peso enorme. O receio de situações constrangedoras, como a ‘ressaca moral’, faz com que muitos jovens prefiram manter o autocontrole e evitar o consumo excessivo”, explica a executiva.
Esse fenômeno não se resume apenas ao consumo. A Geração Z se destaca como a mais propensa a considerar a redução ou o abandono do álcool. No estudo, 88% dos jovens, de 18 a 25 anos de idade, disseram estar dispostos a diminuir ou até abandonar a bebida, um número superior ao de 81% na Geração Y e 85% na Geração X. Esse comportamento reflete uma geração mais consciente dos impactos negativos do álcool, não só na saúde física, mas também na saúde mental. “Desde a infância, essa geração foi mais exposta a informações sobre os efeitos nocivos do álcool, o que torna mais fácil para eles repensarem suas escolhas e se afastarem desse consumo”, observa a especialista.
Além disso, há uma crescente busca por alternativas que ofereçam experiências de qualidade sem envolver o consumo de álcool, como atividades ao ar livre, esportes e eventos culturais. “A presença de drinks sem álcool tem ganhado destaque nesse contexto, refletindo uma mudança nos padrões de socialização. A Geração Z tem sido a principal aderente dessa tendência, moldando novos hábitos e maneiras de se divertir sem recorrer à bebida alcoólica”, destaca Naira.
As preferências de consumo seguem mostrando o impacto dessas transformações. A cerveja continua sendo a bebida mais popular, consumida por 77% da população, especialmente entre os maiores de 30 anos. O vinho, por sua vez, é a escolha de 60% dos brasileiros, com uma predominância entre as mulheres. Já os destilados e drinks, como coquetéis e outras bebidas mais sofisticadas, têm se tornado preferidos principalmente entre a Geração Z e os young millennials. Quando o álcool é evitado, o refrigerante tem se mostrado a alternativa mais comum.
Em um cenário em que as preocupações com saúde e imagem ganham cada vez mais espaço, a sociedade como um todo parece estar mais consciente dos riscos do álcool. "Os resultados refletem uma sociedade em transição, marcada por uma crescente conscientização sobre os efeitos negativos do consumo de álcool", finaliza Naira.
Da redação
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