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O movimento criativo de Juliana Pippi
Arquiteta de Florianópolis é referência do segmento no país e também no exterior

A paixão pela arquitetura faz parte do DNA de Juliana Pippi (Foto: Marco Antonio) **Clique para ampliar

Publicado em 11/07/2023

Nossa Personagem da Semana é sinônimo de criatividade e pro-atividade. Com 23 anos de carreira, Juliana Pippi é um dos grandes nomes da arquitetura e urbanismo no Brasil. Nascida em Florianópolis, atualmente ela mora em São Paulo, local onde expandiu sua marca a nível internacional.

A paixão pela arquitetura faz parte de seu DNA. Lá na infância, aos 8 ou 9 anos de idade, as bonecas Barbie eram coadjuvantes em suas brincadeiras, pois o que Juliana mais gostava era de montar os cenários para elas: “as casas, as salas, os quartos”, conta.

A incursão no mercado de trabalho aconteceu na adolescência, pois queria logo ter seus próprios ganhos e, além disso, começar a utilizar o seu potencial criativo. “Comecei a trabalhar aos 14 anos, pois sempre quis ter minha independência financeira e sempre fui bastante pró-ativa”, conta. Para isso acontecer, Juliana trabalhava em um vídeo locadora durante a semana e, aos finais de semana ajudada na confeitaria da mãe de uma amiga.

Aos 18 anos, ela começou a frequentar as aulas do curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e logo quis mergulhar no universo de sua área. Vislumbrou uma possibilidade no caminho de casa: “Eu sempre passava em frente à mesma loja de decoração na Avenida Othon Gama e pensava que era lá que eu queria trabalhar”, lembra.

Cheia de iniciativa, um dia entrou na loja e perguntou se precisavam de estagiária ou de alguém para trabalhar lá. Recebeu um ‘não’ como resposta. “Disseram que não tinham como me pagar, mas ficariam com meu contato”. Foi então que sugeriu trabalhar por rendimento, sem receber salário, mas para aprender. Aí eles toparam.

Trajetória repleta de experiências

Nos primeiros anos de faculdade, trabalhou no setor de cartografia do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), desenhando os mapas das ruas da capital catarinense para um guia que auxiliava no deslocamento de veículos, antes do surgimento do Waze.

Na época também começou a se interessar por decoração de interiores, quando vendia persianas e desenhava estruturas com coberturas de policarbonato, um material importado que estava ganhando muita força em Florianópolis e no Brasil. Depois, começou a desenhar móveis “planejados”, quando descobriu uma nova habilidade: conversar com as pessoas. “Essa foi minha maior experiência em atendimento ao cliente, escutando as suas necessidades. Fiquei somente três meses, mas aprendi muito”, conta. Nesse curto período ela foi a campeã de vendas da loja, consequência de sua dedicação. Porém, decidiu sair do local porque queriam lhe oferecer a metade das comissões a que teria direito.


A inspiração da arquiteta se dá através de suas viagens e do contato com artistas e artesãos (Foto: Felipe Arruda)

 

Sempre atenta às novas possibilidades para expandir seus conhecimentos e compartilhar experiências, associados ao seu “espírito empreendedor”, a dois anos de se formar ela fazia projetos de interiores e reforma para as mães das suas amigas, cobrando um salário mínimo por projeto. “O acordo com elas era assim: eu fazer o projeto (croqui à mão livre) e, caso elas gostassem, me pagavam; caso contrário, não pagavam, mas também não poderiam executar minhas ideias”.

Juliana lembra que foi com os projetos que ela conseguiu recursos para montar seu primeiro escritório, um home office na casa da mãe, no início dos anos 2000, quando trabalhar em casa ainda era um recurso pouco utilizado no Brasil. “Dessa forma eu atendia aos meus primeiros clientes, aos quais tenho carinho e contato até hoje”, afirma.

De Floripa para o mundo

Daquela época até agora muitas coisas mudaram: Juliana Pippi conquistou muitos prêmios nacionais e internacionais, representando Florianópolis no mundo todo, até mesmo na Bienal de Veneza. Ela foi eleita pelo World Design Rankings como um dos 12 destaques brasileiros em arquitetura e design.

Sua paixão é viajar o mundo, conhecer e trabalhar com artistas, artesãos e desbravar fronteiras, e faz dessas experiências sua grande fonte de inspiração para os projetos que assina.  Hoje, além do seu trabalho como arquiteta, desenvolve projetos de criação como designer em sua Casa-Ateliê nos Jardins, em São Paulo, onde desenvolve coleções para casa e moda e ainda assina a Direção Criativa para algumas marcas do segmento.


Juliana apresentou em Floripa a sua parceria com a empresa têxtil Ecosimple (Foto: Divulgação)

 

Uma palavra que permeia sua essência e pode traduzir um pouco dos seus 23 anos de carreira, é 'movimento'. "Adoro viajar, mas amo voltar a Floripa, não viveria longe do mar e das minhas raizes".

No final de junho, Juliana Pippi esteve em Florianópolis para apresentar sua collab com a empresa Ecosimple, em evento exclusivo no Restaurante Amalfi, em Santo Antônio de Lisboa. O espaço ganhou uma nova ambientação sob sua curadoria utilizando os tecidos da Coleção Alinhavo. “Há dois anos me apaixonei pelo universo têxtil e desde então lançamos a Coleção Alinhavo com tecidos sustentáveis para o mercado nacional e Europa. Acredito que é só o começo e que nosso encontro terá vida longa. Já estamos desenvolvendo uma linha Casa também dentro desse universo”, antecipa.

Da redação

 

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