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Eles preferem sentir frio nas ruas da Capital. E mais!

Pessoas em situação de rua negam acolhimento da Prefeitura de Florianópolis (Foto: Internet/ Reprodução) **Clique para ampliar

Publicado em 21/06/2023

O que fazer?

   Forma-se uma imagem desumana, mas até explicável, entre a população de Florianópolis, quanto às centenas de moradores de rua, todos originários de outras lugares de SC, e até estrangeiros. É a de que eles agora sofram as consequências de suas decisões, se é que se pode cobrar isso deles. Em abordagem da Prefeitura, semana passada, apenas quatro de 65 aceitaram hospedagem em abrigo contra o frio dos últimos dias, em hotel social. Querem ficar na rua.

 

Crueldade

   Na notícia, com repercussões internacionais, de que o Ibama apreendeu, no porto de Itajaí, 28 toneladas de barbatanas de tubarão – a maior do mundo até hoje com tal mercadoria –  logo vai se expor uma crueldade: boa parte  dos 10 mil tubarões vítimas do  crime tiveram suas barbatanas subtraídas ainda enquanto vivos e depois  devolvidos ao mar, para morrer. Sem poder nadar, evidentemente.

 

Jornadas de 2013

   Quem não lembra das grandes manifestações pelo Brasil em junho de 2013, que tiveram como estopim a possibilidade de aumento do preço da passagem do transporte coletivo? Houve mudanças e as tarifas se comportaram razoavelmente desde então. Hoje, a capital brasileira que tem a passagem de ônibus mais barata é Maceió, R$ 3,49, seguida por Rio Branco, R$ 3,50. Florianópolis tem a sexta mais alta, R$ 4,98.

 

Drogas

   No Seminário Estadual de Políticas Sobre Drogas, segunda-feira, na Assembleia Legislativa, todos os palestrantes concordaram que as drogas são um flagelo e que para enfrentá-lo ainda há desafios a vencer, como a instalação de conselhos municipais antidrogas. Dos 295 municípios do Estado eles existem em apenas 50.

 

Terceiras-faixas 1

   A construção de uma rodovia paralela à BR-101 entre Itajai e Penha custaria alguns bilhões. Pensando nisso, a concessionária Arteris divulgou que está levando à Fiesc um estudo atualizado prevendo terceiras-faixas naquele trecho, com prazo de execução de dois anos após aprovação da ANTT e liberação das licenças ambientais. Se a burocracia deixar, as obras poderiam começar entre fevereiro e março de 2024.

 

Terceiras-faixas 2

   Para o trecho de Balneário Camboriú, en outro ponto crítico já há obras previstas: terceira faixa do km 129 até o km 135 Sul, terceira faixa do km 129 até km 138 Norte e rua lateral norte desde a Unidade de Pronto Atendimento da Barra até o Hotel Cotoni.

 

Crimes

   O Ministério Público de SC avança no combate aos crimes de racismo, ódio, intolerância, preconceito e discriminação. Através de seu Núcleo de Enfrentamento aos Crimes de Racismo e de Intolerância (Necrim) vem se reunindo com lideranças estaduais quilombolas, da Escola Olodum Sul, do Conselho Estadual das Populações Afrodescendentes, de comissões de igualdade racial e LGBTQIA+ e de etnias indígenas de SC, com foco no desenvolvimento de projetos comuns de enfrentamento ao racismo no Estado.

 

Rota dos desastres

  Pesquisadores da UFSC não tem mais dúvidas: SC está incluída definitivamente na rota dos desastres naturais. Estudos levantaram que de 1991 a 2021 SC contabilizou R$ 31,9 bilhões de prejuízos com cerca de 6.500 ocorrências que causaram 311 mortes, 1,1 milhão de desabrigados e 16 milhões atingidos direta ou indiretamente.

 

Menos violência

    De janeiro a abril deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 22% no número de roubos em geral em SC, e de 60% em relação aos crimes de latrocínios.  O governo estadual diz que é reflexo dos investimentos feitos em todas as forças de segurança. Investimentos bem feitos.

 

Os beneficiados

   O imoral projeto de lei que criminaliza a "discriminação contra pessoas politicamente expostas" — como juízes, militares, políticos e seus familiares — , aprovado com votos favoráveis dos deputados federais catarinenses Ana Paula Lima e Pedro Uczai, do PT, e Jorge  Goetten (PL),  pode beneficiar mais de 390 mil pessoas no país, dos quais 1.924 deputados e ex-deputados federais, 30 governadores e ex-governadores e 90 mil vereadores e ex-vereadores. Que farra!

 

Simpatia

    O presidente Lula ganhou alguns pontos em popularidade em SC ao despachar para o Estado, no último final de semana, os ministros Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional, e Paulo Pimenta, da Comunicação Social, recebidos pelo governador Jorginho Mello, para atender demandas decorrentes de chuvas intensas e de um naufrágio. Pimenta e Góes rasgaram elogios para a Defesa Civil catarinense, uma das mais avançadas do Brasil.

 

 

Tiro no pé

    O deputado federal Zé Trovão (PL-SC), deu-se um tiro no pé. Ele orientou a bancada em projeto para garantir que os custos do seguro de carga transportada em caminhões fossem arcados por produtores rurais, e não pelas empresas ou donos de veículos de transporte. Atendeu os interesses de caminhoneiros, como ele próprio. Só que a frente parlamentar da qual faz parte defende que o dono do frete seja responsável por essas despesas, isentando os agricultores de novos ônus.

 

Dilema

   Nesse país da piada pronta os ambientalistas são responsáveis por dilemas insondáveis: uns querem abater capivaras por nelas conter a febre maculosa, o que é proibido pela legislação; mas, ao mesmo tempo, são favoráveis ao abate de javalis, espécie que veio de fora, invasora. A capivara é nativa e assim tem que ser preservada.

 

Jeito de falar 1

   Uma pesquisa feita pela Preply, plataforma dedicada ao aprendizado de idiomas, concluiu que a maneira de pronunciar as palavras em Minas Gerais é, de longe, “a mais sexy” do Brasil, ganhando dos pernambucanos e catarinenses. Conta a favor dos mineiros a maneira “cantada” como eles costumam conversar e recorrer a diminutivos, como  “perto” para “pertim” e “café”, “cafezim”.  No ranking, depois dos mineiros, vem os sotaques baiano, fluminense, gaúcho, paulista, pernambucano e catarinense, em sétimo.

 

Jeito de falar 2

   Para descobrir como cada pronúncia regional é percebida pelas outras pessoas, a plataforma entrevistou 700 internautas, dos quais 15% deles do Sul, 44% do Sudeste; 8% do Centro-Oeste; 8% do Norte; e 25% do Nordeste. Não dá detalhes de como é ou seria o sotaque catarinense. Seria interessante saber, pois parece haver vários, como o açoriano, no litoral, quase ininteligível para ascendentes de alemães e italianos, que entre si também têm os seus micro sotaques. Tudo isso formando uma riqueza vocabular extraordinária.

 

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Sobre o autor

Raul Sartori

Jornalista e colunista de política do Imagem da Ilha


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