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Economia de SC cresce 40% acima do país

Economia de SC cresce 40% acima do país
Dados do IBCR-SC, do Banco Central, mostram que o estado manteve ritmo acima do país mesmo diante de juros a 15% ao ano e instabilidade no comércio internacional. (Foto: Freepik)

Publicado em 03/03/2026

O desempenho da economia catarinense em 2025 superou a média nacional e confirmou a força dos diferentes setores produtivos do estado. Dados do Índice de Atividade Econômica Regional de Santa Catarina (IBCR-SC), calculado pelo Banco Central do Brasil, apontam crescimento de 3,5% no ano. O resultado ficou 40% acima da média do país, que avançou 2,5% no mesmo período.

Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Gilberto Seleme, a variedade da base produtiva catarinense foi determinante para atravessar um cenário marcado por juros elevados e tensões no comércio internacional. Segundo ele, a diversificação permitiu compensar efeitos negativos, como o aumento das tarifas externas e o custo elevado do crédito.

Comércio sustenta expansão

Entre os setores, o comércio apresentou o maior crescimento, com alta de 5,9% na comparação com 2024. O resultado foi impulsionado pela manutenção do consumo das famílias, favorecida pelo ganho real de renda, pela desaceleração nos preços dos alimentos e por um mercado de trabalho aquecido, conforme avaliação do economista-chefe da entidade, Pablo Bittencourt.

Dentro do segmento, supermercados e hipermercados registraram expansão de 7,4%. Já o comércio de equipamentos de escritório, informática e comunicação avançou 9,9%, refletindo o processo de digitalização das empresas e a procura por soluções baseadas em inteligência artificial.

Serviços e indústria acompanham movimento

O setor de serviços também encerrou o ano em alta de 3,2%. O ramo de informação e comunicação cresceu 5,1%, acompanhando a demanda por tecnologia. Serviços voltados às famílias, como restaurantes, academias e escolas, tiveram aumento de 2,9%. Já as atividades profissionais, administrativas e complementares avançaram 5,8%, beneficiadas pelo aquecimento da construção civil.

A indústria registrou crescimento de 3,2% no período. O avanço foi influenciado pelo ciclo da construção e pelo encadeamento produtivo gerado pelo setor. Mesmo diante de um ambiente econômico mais restritivo, a diversidade do parque industrial catarinense e a presença de segmentos menos sensíveis às oscilações do ciclo econômico ajudaram a sustentar a produção.

Ambiente desafiador e exportações resilientes

Apesar do desempenho positivo, o cenário macroeconômico impôs limites ao ritmo de expansão. A taxa básica de juros em 15% ao ano e as incertezas no comércio global restringiram o crédito e moderaram o crescimento, tanto em Santa Catarina quanto no restante do país, observa Bittencourt.

Ainda assim, as exportações catarinenses cresceram 4,4% em 2025. O resultado ocorreu mesmo diante do aumento de tarifas nos Estados Unidos e de políticas chinesas voltadas à valorização da produção doméstica, fatores que reduziram as vendas para esses mercados. A ampliação de destinos alternativos e a recuperação da economia argentina contribuíram para manter o comércio exterior em trajetória de crescimento.

 

 

 

Da redação

Fonte: RCN

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