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Praia de Jurerê: Associação de moradores questiona estudo do IMA para engordamento
Licença Ambiental de Instalação foi entregue ao prefeito da Capital, Topázio Neto, nessa quarta-feira, 27

Objetivo é que a faixa de areia tenha, inicialmente, em torno de 30 metros a mais (Foto: Internet/ Reprodução) **Clique para ampliar

Publicado em 29/09/2023

Nessa quarta-feira, 27, o governador Jorginho Mello entregou a Licença Ambiental de Instalação (LAI) para a obra de alimentação artificial da Praia de Jurerê. O documento foi recebido pelo prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, na sede da prefeitura. A liberação foi dada pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). Esta é a segunda das três autorizações concedidas pelo órgão ambiental estadual para a obra cujo investimento é de cerca de R$ 25 milhões.

A proposta de engordamento da Praia de Jurerê, uma das mais procuradas do Litoral catarinense, consiste na execução de um aterro hidráulico, ao longo da orla, numa extensão total de 3.380 metros. Com isso, a faixa de areia chegará a ter, inicialmente, em torno de 30 metros após a finalização das obras e posterior estabilização do perfil praial.

Ajin questiona estudo aprovado pelo IMA

A Associação de Proprietários e Moradores de Jurerê Internacional (AJIN) está acompanhando o processo de emissão das licenças e afirma que, até o momento, não se posiciona contra a obra, mas tem algumas preocupações que julga relevantes. "Para nós, há a necessidade de ser feito estudo completo - EIA-RIMA, a fim de que sejam mapeados todos os possíveis efeitos para a praia e arredores e a forma tecnicamente adequada de se evitar e de se prevenir que ocorram de assoreamentos, o que, ao que sabemos, não foi abordado no Estudo Simplificado", ressalta Luiz Carlos Zucco, presidente da AJIN.

De acordo com ele, a posição da Associação já foi sinalizada à Prefeitura, ao Ibama, ao Ministério Público Federal e ao IMA, através de ofícios. 

Na manhã desta sexta-feira, 29, o Imagem da Ilha questionou o prefeito de Florianópolis, Topáazio Neto, sobre as dúvidas da AJIN. Sobre isso, ele respomdeu que a Prefeitura está à disposição para ver o estudo técnico que leva a essa conclusão. "Nossos estudos foram feitos por especialistas e aprovados pela IMA. Não tenho preocupação que o desassoreamento possa acontecer. O estudo não é simplificado, apesar do nome. É um estudo ambiental típico daquele tipo de obra, ele é absolutamente complexo, feito por especialistas e aprovado pelo IMA", afirma.

Objetivos do engordamento

De acordo com o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), entre os objetivos do projeto de alimentação artificial da Praia de Jurerê estão o fornecimento de proteção às infraestruturas urbanas instaladas ao longo da frente costeira contra a ação de eventos oceanográficos e restauração do sistema praial, criando habitat para vegetação característica de duna, restinga, pássaros e organismos marinhos e costeiros.

“A alimentação artificial de praia é uma intervenção que busca reproduzir o ambiente natural da praia e os técnicos do IMA já possuem grande expertise neste tipo de licenciamento, que ocorre somente mediante ao atendimento de todos os requisitos e normas ambientais vigentes com o objetivo de preservar o meio ambiente”, frisou a presidente do IMA, Sheila Meirelles.

O IMA afirma que fiscaliza rigorosamente esse tipo de intervenção de forma a mitigar os principais impactos da alimentação artificial, analisando e autorizando intervenções com base em alguns pilares como: atendimento aos requisitos e normas ambientais, questões documentais, atividades e programas de controle ambiental propostos, o risco ecológico para espécies da fauna e flora do ambiente e os benefícios sociais como geração de emprego e renda e aumento da arrecadação pública do município.

 

Escute o que o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, falou sobre o engordamento da Praia de Jurerê clicando AQUI.


Da redação

 

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