00:00
21° | Nublado

Confira quem está no topo da lista

Preço na bomba subiu mais de 8% pelo segundo mês consecutivo (Foto: Thiago Andrade/ImetroSC)

Publicado em 05/04/2021

A inflação percebida pelos consumidores de Florianópolis se manteve em alta em março (0,90%), pouco acima do registrado no mês anterior (0,87%). Os aumentos foram puxados mais uma vez pelos combustíveis para automóveis (8,3%). Em fevereiro, os preços dos combustíveis já tinham subido quase 8,5%. Nos três primeiros meses do ano, a inflação já soma 2,5%. Com as altas mensais seguidas de janeiro a março, o índice acumulado nos últimos 12 meses disparou e chega a 6,7%.

Os números são do Índice de Custo de Vida (ICV), calculado mensalmente pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), com apoio da Fundação Esag (Fesag).

Alimentação e outros

Os preços dos alimentos tiveram uma variação bem menor (0,27%) do que o índice geral da inflação do mês. E isso por conta da comida consumida em bares e restaurantes, que teve alta média de 0,81%. Os preços dos alimentos comprados em feiras e supermercados, no entanto, ficaram praticamente estáveis (-0,07%).

Mesmo assim houve aumentos, como no caso das hortaliças (4,6%), aves e ovos (2,8%) e enlatados e conservas (1,3%). Carnes, pescados e frutas ficaram com preços estáveis. Os alimentos com maior queda foram os tubérculos, raízes e legumes (média de -5,4%), como a batata inglesa (-11%) e tomate (-13%).

Além de alimentação e transportes, houve alta em março nos preços ligados a habitação (0,59%), vestuário (0,87%) e saúde e cuidados pessoais (1,79%). Os grupos de itens de despesas pessoais, educação e comunicação ficaram estáveis. Já os artigos de residência ficaram um pouco mais baratos (-0,51%). 

Sobre o Índice de Custo de Vida

O ICV/Udesc Esag registra a variação dos preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre 1 e 40 salários-mínimos. Para o último boletim mensal, os dados foram coletados entre os dias 1º e 31 de março.

A metodologia é a mesma usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial para a meta de inflação nacional. Para o cálculo do ICV, a Udesc Esag conta com o apoio da Fundação Esag. (Fesag) na atualização das ferramentas utilizadas.

Mais informações podem ser obtidas em udesc.br/esag/custodevida, onde é possível consultar os boletins mensais (desde 2010) e as séries históricas (desde junho de 1994) do ICV/Udesc Esag.

Da redação

 
Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!
Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!