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Brasil: o joio enfim se separa do trigo, por Vinicius Lummertz
Vinicius Lummertz é secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo e ex-ministro do Turismo

Foto: Reprodução/Internet

Publicado em 21/09/2021

Em plena Semana da Pátria, quando o respeito à Democracia e à República deveria ser mais enaltecido ainda por todos os brasileiros, o país assistiu estarrecido à tentativa, do presidente da República, de esticar a corda na expectativa de obter condições para dar um golpe, rasgando a Constituição, o princípio democrático de harmonia e equilíbrio entre os três poderes, e fazer o Brasil naufragar num caos de proporções incalculáveis.

Sentimos na pele o que seria esse caos menos de 24 horas depois do 7 de setembro, quando caminhoneiros que não fazem parte das entidades representativas deste setor que é fundamental para o país, incentivados pelo presidente e por um personagem tão abjeto quanto asqueroso, o vulgo “Zé Trovão”, provocaram o desabastecimento de combustíveis.

Mesmo aqueles que participaram dos protestos do dia 7 foram surpreendidos e experimentaram nas filas dos postos o amargo sabor do caos que a irresponsabilidade, o despreparo e ignorância do agora “ex-mito” causaram e ainda podem causar ao nosso amado Brasil. 

Mas, era Semana da Pátria, e como acontece nesses momentos cívicos, o espírito dos nossos grandes personagens renasce na Nação brasileira. Desta feita, o personagem foi mais uma vez aquele que colocou o país nos eixos e em equilíbrio depois dos desastrosos governos de Lula e Dilma, do PT. 

O ex-presidente Michel Temer, com toda a sua habilidade diplomática, apaziguou o país ao fazer Bolsonaro recuar, antes que o impeachment se tornasse irreversível e abrisse mais um abismo de caos no Brasil. Quanto ao tempo que os termos que a Carta à Nação assinada por Bolsonaro vai resistir, isso depende do quanto ele acha que vale sua própria assinatura e palavra.     

Porém, antes de prosseguir neste meu raciocínio, quero dizer aos que foram às ruas no dia 7 que também comungo de boa dose de indignação com decisões do STF que foram alvo dos protestos. Lula solto e “inocentado”; o sepultamento da Lava Jato; a suspeição de Sergio Moro; e a descabida derrubada da condenação do ex-deputado Geddel Vieira Lima, flagrado com R$ 51 milhões num apartamento em Salvador, são decisões que realmente não contam com a minha compreensão. No entanto, acredito que invadir o STF e expulsar ministros não é e nem será a solução. Precisamos lutar para que a justiça seja feita – e não fazer justiça com as próprias mãos. 

Voltando ao nosso personagem da Semana da Pátria, o ex-presidente Michel Temer, devo registrar aqui todo o meu orgulho por ter servido ao seu Governo como ministro do Turismo. Quero deixar meu testemunho de que ele só conseguiu colocar o país nos eixos após a maior recessão dos últimos 100 anos, provocada por Dilma Rousseff, porque é um gestor por excelência e trabalha de sol a sol. Cedo, no Palácio do Planalto, gerenciava crises e tomava as medidas necessárias para que o Brasil voltasse a crescer. 

Tentou aprovar reformas fundamentais, mas a politicagem, o atraso e a demagogia fizeram com que não fosse inteiramente compreendido. Quem sabe agora o seja. Entregou o país em ordem para Jair Bolsonaro, que fez o que fez – e faz o que está fazendo. Tem um ministério fraco, improdutivo – ao contrário daquela equipe de Temer.

Aliás, não foi à toa que quando assumiu, em 1º de janeiro de 2019, o governador de São Paulo, João Doria, tenha levado sete nomes daquele time de Temer para compor a linha de frente do seu governo. Mais uma vez, tenho orgulho de fazer parte desta equipe, como secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo.

Como Michel Temer, João Doria é um trabalhador, começa ao raiar do sol e avança a altas horas da noite, tem uma insuperável capacidade de gestão e visão de estadista. É um liberal que prioriza os programas sociais e educacionais para oferecer dignidade, escola, moradia, transporte e melhor qualidade de vida para aqueles que mais precisam. 

Os resultados do Governo João Doria em São Paulo são impressionantes. Mas vou ficar com apenas dois deles para não me alongar: SP tem o dobro de obras contratadas do que o Governo federal no país todo; e o Estado vai crescer cerca de 8% este ano, puxando o Brasil para crescer acima de 5%. E o país hoje reconhece que João Doria é o ‘pai da vacina’, que salvou milhares de vidas brasileiras e a economia nacional.  

Espero ter demonstrado aqui, com todos esses argumentos, qual é a diferença entre os bons e os maus governantes. Entre aqueles que desejam o melhor para o nosso país e entre aqueles que se utilizam da frustração das pessoas não para fazer melhor. E, pior do que isso, escondendo projetos pessoais, para suas famílias e amigos. É a diferença entre um Collor, um Lula, uma Dilma, um Bolsonaro; para um Temer, um João Doria. 

É a diferença entre o jogo e o trigo, como Jesus nos ensina na parábola que está em Mateus 13:24-30, quando nos conta que um homem semeou boa semente no seu campo, mas, enquanto todos dormiam, veio o inimigo dele e semeou o joio no meio do trigo. Como os maus governantes, o joio tem apenas a aparência; o trigo tem a essência. O trigo produz muito frutos e alimenta as pessoas. O joio não produz nada. É inútil e se ingerido é como veneno, é nocivo ao homem. O trigo produz fruto do amor, alegria e paz. O joio produz ódio, depressão e perturbação. Temos que saudar o povo brasileiro, que começa a separar o joio do trigo, buscando por aqueles que na verdade são dignos de serem seus governantes.  

Graças à Democracia, que esteve em profundo risco na Semana da Pátria, você poderá escolher pelo voto o que quer e o que não quer para o nosso país, separando definitivamente o joio do trigo. Sem ser refém. Sendo livre e pensante. Sendo inteligente e crente de que temos direto a um futuro tamanho do Brasil.

 

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