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Salvando vidas
Ação coordenada pelo poder público e sociedade civil quer chamar a atenção para o alto índice de mortes e feridos no trânsito

Dados apontam que 98% dos acidentes de trânsito no Brasil são causados por erro ou negligência humana. Em primeiro lugar no ranking está a prática de fazer ligações ou mandar mensagens enquanto dirige (Foto: Reprodução)

Publicado em 23/05/2017

Deixar o celular guardado enquanto dirige, prestar atenção nos retrovisores, não ultrapassar semáforos fechados. Estas são algumas atitudes que garantem a segurança dos motoristas e pedestres. Acompanhando o sucesso de outros movimentos, como o “Outubro Rosa” e o “Novembro Azul”, que tratam respectivamente do câncer de mama e próstata, o movimento “Maio Amarelo” estimula atividades voltadas à conscientização, ao amplo debate das responsabilidades e à avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão, dentro de seus deslocamentos diários no trânsito. Assim como a campanha Minha Floripa, o movimento acredita que se cada um fizer um pouco, teremos grandes modificações em nossa sociedade.

A Assembleia Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas. Em 2017, o tema é “Minha escolha faz a diferença”, que visa alertar que no trânsito todos têm de estar muito atentos para a escolha certa.

O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito. A chave para a redução da mortalidade, segundo o relatório, é garantir que os estados-membros adotem leis que cubram os cinco principais fatores de risco: dirigir sob o efeito de álcool, o excesso de velocidade, não uso do capacete, do cinto de segurança e das cadeirinhas. Apenas 28 países, que abrigam 7% da população mundial, possuem leis abrangentes nesses cinco fatores.

Dados de uma pesquisa realizada pelo Observatório Nacional de Segurança Viária apontam que 98% dos acidentes de trânsito no Brasil são causados por erro ou negligência humana. Em primeiro lugar no ranking está a prática de fazer ligações ou mandar mensagens enquanto dirige. De acordo com o seguro DPVAT, pago em caso de morte ou invalidez, em 2015 foram registrados cerca de 1,3 milhão de acidentes relacionados ao uso do celular, e cinco de cada dez indenizações pagas no primeiro semestre de 2014 foram em consequência de acidentes envolvendo jovens entre 18 e 34 anos.

Laço amarelo

A escolha proposital do laço amarelo tem como intenção principal a necessidade da sociedade em tratar os acidentes de trânsito como uma verdadeira epidemia e, consequentemente, acionar cada cidadão a adotar comportamento mais seguro e responsável, tendo como premissa a preservação da sua própria vida e a dos demais cidadãos. Em Santa Catarina, a programação “Maio Amarelo” acontece em Lages, Indaial, Blumenau, Timbó, Rio do Sul, Itajaí e Florianópolis

Na capital, foi realizado um seminário sobre mobilidade urbana e segurança no trânsito e uma abordagem educativa no Terminal de Integração Central (Ticen). O objetivo do movimento é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

Movimento do bem

O “Maio Amarelo” como o próprio nome traduz, é um movimento e não uma campanha; ou seja, cada cidadão, entidade ou empresa pode utilizar o laço do movimento em suas atividades de conscientização tanto no mês de maio, quanto o ano inteiro. O movimento espera a participação e envolvimento de todos os comprometidos com o bem-estar social, educação e segurança em decorrência de cultura própria e regras de governança corporativa e função social. Saiba mais em: www.maioamarelo.com.

Da redação