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Mercado hacker
Florianópolis recebeu o Roadsec, evento que oferece conhecimento, diversão e oportunidades para estudantes e profissionais da área de segurança da informação

Com uma proposta inovadora, o roadshow oferece conhecimento, diversão e oportunidades para estudantes e profissionais da área de segurança da informação (Foto: Divulgação)

Publicado em 07/11/2017

Larissa Gaspar

Chamada de “Ilha do Silício” no começo de 2017 pela Revista Exame, Florianópolis foi palco do maior evento hacker da América Latina, o Roadsec. Uma das missões do encontro é abrir portas para quem está começando e estimular talentos locais a se revelarem ao mercado e até dividir as atenções com palestrantes de nível internacional. Cerca de 300 pessoas participaram da programação, entre hackers, estudantes, profissionais e empresas de segurança da informação.

Com trilhas de conteúdo distribuídas ao longo do dia, a programação contou com palestras de grandes nomes da área, conversas sobre bitcoin – a moeda da internet -, e uma das etapas do Hackaflag, maior campeonato de hacking no estilo Capture The Flag do país, em que os participantes invadem sistemas controlados e resolvem vários desafios como web, criptografia e forense.

Para Lucas Vicente Pereira, Líder de Quality Assurance da BLOCKBIT e um dos palestrantes do evento, o movimento hacker trata da pesquisa e inovação e encontros como o Roadsec promovem a carreira entre o público-alvo que são estudantes e jovens entusiastas. “Podemos perceber que está promovendo um novo caminho, uma carreira nova, tendo em conta o mundo digital no qual estamos imersos. Ou seja, a carreira em segurança da informação está se tornando cada vez mais importante, e é necessário ter mais profissionais “do bem”, do lado positivo”, ressalta.

DICAS

Lucas destaca que é a segurança de smartphones e smart TVs é uma responsabilidade dividida entre usuário e fabricante. “O fabricante deve garantir toda a segurança possível, e o usuário não pode tornar o sistema vulnerável. O usuário pode garantir a segurança baixando as atualizações, não adquirindo software pirata, instalando aplicações de fabricantes confiáveis nos dispositivos mobile”, explica.

De acordo com ele, é importante educar o usuário, uma vez que que a internet está sendo acessada por qualquer indivíduo, sem que a população esteja preparada para se proteger. “Atualmente, a educação em proteção dos dados é tão relevante como a educação no sentido de segurança física, de assaltos, de proteção na rua. As escolas, a mídia e eventos como RoadSec contribuem com esse processo de educação da sociedade como um todo”, concluiu o especialista em Quality Assurance de software e produto.

ILHA DO SILÍCIO

Com origem na década de 80, vocação empreendedora da capital catarinense ganhou força nos últimos anos por meio de cases de sucesso e associações de empresas atuantes. Eleita a cidade mais empreendedora do País pela Endeavor, Florianópolis reúne os principais elementos para o desenvolvimento das startups: eventos frequentes, aceleradoras, investidores, coworkings e forte atuação de instituições locais, como o SEBRAE e a Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia.