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Pets fazem a diferença
Os animais de estimação estão cada vez mais presentes no cotidiano das famílias, por isso, ganham mais importância na decoração e arquitetura

Uma premissa importante na construção desta casa era permitir que os cachorros pudessem percorrer o espaço principal da casa livremente (Foto: Joana França)

Publicado em 24/08/2017

De acordo com dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 62% das famílias possuem algum animal de estimação em casa, sendo que 63% das pessoas consideram os pets como membros da família. Esses animais convivem diretamente com os donos, formam laços e essa relação impacta na decoração dos lares.

As arquitetas Flávia Gamalho e Fabiana Couto comentam por onde começam ao receberem projetos que contemplem animais de estimação: “Em princípio, procuramos entender a relação do dono e seu cão ou gato. As permissividades são o ponto principal: onde ele pode e onde ele não pode circular e permanecer”. Esse tipo de projeto precisa de alguns cuidados extras, como a escolha por materiais mais resistentes e de fácil limpeza. “É importante otimizar também o espaço com layouts adequados e enxutos para sobrar áreas livres para as brincadeiras”, destacam. Estudar qual é o melhor local para o pet também é um ponto relevante.

A arquiteta Cláudia Aragão e a designer de interiores Cátia Maiello contam como inseriram um cão no contexto de uma família na decoração: “Criamos um espaço para o Manolo (cão de estimação), pois foi um dos pedidos mais importantes do casal. O espaço era pequeno e estudar o melhor lugar para o cão foi imprescindível. Para que não atrapalhasse as atividades da sala de TV e sala de jantar, elegemos um lugar entre as duas salas, ao lado do sofá. Desta forma não prejudicou a circulação e tornou mais dinâmica a interação com os donos”.

Itens obrigatórios

Nesse tipo de decoração, alguns itens são quase obrigatórios. “Áreas cobertas estratégicas para a permanência dos cães ou gatos. Se possível, áreas verdes com gramados e torneiras para um banho ao ar livre. Já internamente, caminhas tipo futons para descanso e, basicamente, utensílios de alimentação colocados em áreas de fácil limpeza como áreas de serviço”, detalham as arquitetas Flávia e Fabiana.

Além disso, pode-se ainda dar um toque especial com alguns mimos. “As fotos e os brinquedos podem ser organizados de maneira lúdica e divertida. Lembrando que o ideal é deixar poucos objetos para não causar uma impressão de desorganização”, acrescentam Cláudia e Cátia.

 

Da redação