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Memórias de viagens
Profissionais dão dicas de como compor os ambientes da casa com as lembranças trazidas das viagens, sem sobrecarregar os espaços visualmente

O mapa plotado na cortiça e pregado na parede permite à jovem dispor as fotos dos países que ela conheceu de maneira singular. Já nos nichos da parede ao lado, os suvenires estão disponibilizados de maneira organizada (Foto: Daniel Mansur)

Publicado em 21/03/2017

As férias estão terminando e, para lembrarmos com carinho dos momentos de lazer, não são raras as vezes que costumamos trazer para casa uma mala recheada de lembranças dos locais que visitamos. Porém, é preciso tomar cuidado para que os suvenires ou mesmo as fotos das viagens não ocupem todos os ambientes da casa, criando uma sobrecarga visual e desorganizada.

A arquiteta Simone Rocha relata a importância da distribuição desses objetos: “O importante é distribuí-los de forma que não entulhem os móveis. Em vez de colocar várias fotos de um mesmo local ou das mesmas pessoas, por exemplo, é aconselhado filtrar apenas as mais bonitas ou significativas, para não poluir o ambiente. Padronizar a forma de exposição também pode ser uma boa ferramenta, seja com o uso de quadros únicos que acomodam várias fotos, de molduras avulsas, porém iguais, ou até mesmo com um mesmo tipo de tratamento das fotos a serem expostas”, indica.

De acordo com ela, a padronização garante um visual mais leve e organizado. “Para os objetos, sugiro escolher pontos da casa para que eles possam realmente se destacar na decoração. Evite misturar adornos de tipos e tamanhos muito variados, mantendo a mesma proposta de organização das fotos.

Desta maneira, os objetos irão aparecer muito mais”, afirma. Para a designer de interiores Laura Santos, é interessante ter um local separado para esses suvenires como um nicho ou prateleiras específicas. “Assim, você cria um assunto, um tema no ambiente e um local adequado para colocá-los, criando um espaço com mais personalidade e harmônico. Normalmente separa-se um quarto para isso ou mesmo o corredor, criando uma parede de memórias. O ideal é colocar, sempre, todos juntos para dar esse estilo, sem pesar ou carregar o ambiente”, ressalta.

O uso de prateleiras e estantes também é uma recomendação de Simone Rocha, que ainda indica outras formas de como aproveitar os espaços para receber os mais variados suvenires. “Eles podem ser dispostos em qualquer tipo de ambiente: salas, quartos, cozinhas, escritórios e até lavabos. O primeiro passo é ajustar a escala do objeto a ser exposto com o local onde ele ficará. Peças maiores pedem ambientes maiores, para que possam realmente aparecer, sem sobrecarregar o visual. Uma boa ideia é aproveitar as superfícies verticais das paredes, com quadros ou objetos pendurados. Desta forma, você agrega charme ao ambiente, sem ocupar muito espaço”, observa. 

Neste projeto, os pratos decorativos comprados em viagens foram todos disponibilizados numa única parede da sala de estar (Foto: Henrique Queiroga)

As tradicionais prateleiras

Segundo Simone, as estantes com nichos abertos são a forma mais tradicional de se dispor esses objetos. “Se tiverem partes abertas e fechadas, melhor ainda, pois dará mais destaque aos nichos expostos. Se for uma prateleira mais profunda, uma boa solução é colocar livros deitados e, sobre eles, algum tipo de adorno. Desta forma, sua peça ganha um pouco mais de altura e destaque”, revela a arquiteta, que ressalta também a necessidade de se avaliar as dimensões dos mobiliários para receberem tais objetos, para que não percam sua real funcionalidade. “As mesas de centro, mesas laterais e criados mudos também acomodam bem este tipo de lembrança, desde que tenham um tamanho adequado para expor o objeto”, diz.

 

 

Da Redação