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Intervenção criativa
Movimento de arquitetura programa requalificação de espaço no Centro de Florianópolis

A proposta é um espaço público de convivência, com estrutura e mobiliário urbano, em frente ao Colégio Energia, na rua Saldanha Marinho (Foto: Divulgação/Traços Urbanos

Publicado em 21/06/2017

O planejamento e execução de ações que contribuam para a requalificação dos espaços públicos e de uso coletivo de Florianópolis é o principal objetivo do Movimento Traços Urbanos, que realiza diversas atividades semanais. O grupo, que iniciou o movimento em novembro de 2016, agora está em busca de intervenções concretas. Uma nova oficina foi realizada esta semana para a apresentação do anteprojeto da primeira intervenção de requalificação urbana planejada para a região do centro histórico leste de Florianópolis, batizada de Distrito Criativo.

A proposta foi desenvolvida por alunos e professores de Arquitetura e Urbanismo da Unisul com base nas ideias apresentadas na primeira oficina promovida pelo grupo, realizada em maio, envolvendo também alunos e professores dos cursos de Design de Produto da Udesc e de Design Gráfico da Faculdade Energia, além de profissionais de arquitetura e engenharia membros do Movimento Traços Urbanos e do Grupo VIA Estação Conhecimento da UFSC-EGC.

“Esse primeiro projeto propõe um espaço público de convivência, com estrutura e mobiliário urbano, em frente ao Colégio Energia, na rua Saldanha Marinho. A nossa expectativa é iniciar a execução em agosto”, adianta o arquiteto Giovani Bonetti, coordenador do grupo Oficinas e um dos idealizadores do Movimento Traços Urbanos. Segundo ele, também deverá ser realizado encontro com o Conselho das Secretarias do município de Florianópolis, das áreas de arquitetura e urbanismo, para verificar a possibilidade de aprovações coletivas dos projetos.

De acordo com a arquiteta Silvia Lenzi, que junto com Bonetti é idealizadora do Movimento, é importante questionar quais são os locais de cada bairro onde a população possa fazer um passeio, passar o tempo, possa ser acolhida. “Sempre pergunto ao grupo: qual é a sala de visita de cada bairro? Na hora que você faz essa pergunta, nota-se que a cidade é cheia de paisagens naturais, mas tem poucos espaços de acolhida. E mesmo os espaços que existem não são suficientes”, observa. A escolha do espaço em frente ao Energia, segundo ela, foi feita porque lá se reúnem muitos jovens, que no intervalo entre as aulas utilizam as calçadas e meio-fio como assentos.

Análise da comunidade

O projeto aprovado pelo grupo deverá ser exposto no Museu da Escola Catarinense (MESC) para análise da comunidade. Esta será a primeira intervenção de uma série de propostas para a região, abrangendo especificamente as ruas Victor Meireles, Saldanha Marinho, Tiradentes, Antônio Luz e João Pinto. Elas foram elaboradoras, de forma colaborativa, na primeira oficina de prototipagem do Movimento Traços Urbanos com as três instituições de ensino na sede do Cocreation Lab do Centro Sapiens, no MESC.

A dinâmica, mediada pelo grupo VIA, foi pautada na metodologia de Design Thinking. "A ação vem a beneficiar a cidade e as pessoas, e foi possível pela conexão dos diferentes atores locais do nosso ecossistema criativo", afirma a professora Clarissa Stefani Teixeira, coordenadora do grupo VIA e membro do Movimento Traços Urbanos. 

Acesse www.movimentotracosurbanos.com e conheça mais.