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Coluna Mário – 2ª quinzena de outubro/2017

(Foto: Divulgação)

Publicado em 27/10/2017

Eleições CAU

Ao final do mês de outubro (31), acontece de forma virtual através do site CAU/BR, as eleições para a nova gestão que levará adiante o futuro nas decisões dos profissionais de arquitetura. Três chapas concorrem ao pleito. Além da nominata feminista apoiada por partidos de esquerda, (sim aquele mesmo) está também no páreo o grupo do atual presidente e a chapa inovação, que trabalha sobre a valorização profissional sem qualquer vínculo político- partidário

Concurso NCD

O presidente do NCD (Núcleo Catarinense de Decoração), Clemar de Souza anunciou a segunda edição do Concurso Técnico - Prêmio Compasso de Ouro 2017. A equipe julgadora irá avaliar critérios como criatividade, soluções estéticas, originalidade, conforto e ergonomia do layout e mobiliário, funcionalidade, circulação e otimização do espaço, inovação e design, praticidade da execução e sustentabilidade entre outras soluções que favoreçam a preservação do meio ambiente. O grupo de jurados é formado por nomes que são referência no mercado nacional como Clarissa Schneider, Rodrigo Ohtake, Renata Moura e Dietmar Starke.

CasaCor                                 

Cris Passing acertou em cheio na proposta e layout do Gastrocine, ambiente que assina nesta edição da CasaCor Florianópolis. Não poderia ter melhor resposta sobre a efetividade do projeto, senão o devido uso. O living cinema de 164 metros quadrados bolado com a pretensão de promover encontros foi o local - espontaneamente - escolhido, nesta edição, como ponto de conteúdo que acolheu boa parte dos eventos que rolaram na mostra.

MOVIMENTO

Floripa amanhã, Floripa te quer bem, Floripa Movimento, Floripa sustentável, Floripa...? 

Mais um movimento nasce para tentar resgatar o que a cidade de Florianópolis não sabe o que ser, tendo em vista que todas as ações desenvolvidas acabam engavetadas pelo simples fato da não existência de foco, de identidade e claro de vocação.

Acredito que é muito válido: ações, as ONGs e os grupos que se formam para discutir a cidade, sendo realmente uma forma democrática e legítima, mas como colocar todas estas questões em prática? Essa é a questão e em quanto não houver um planejamento de fato sobre uma vocação que a cidade quer se apropriar e tomar para si, ficaremos à mercê de um verão de três meses que não gera renda e emprego para o ano todo.

Já passaram por aqui eventos temáticos que mostrou o potencial da cidade como uma região turística, mas o baixo apoio da parceria pública e privada fez com que estes eventos não se consolidassem e fossem levados para outras regiões do estado ou do país. Um ponto positivo é que tenho notado a presença dos arquitetos para discutir a cidade, algo que já não se via faz tempo, as oficinas estão ativas os profissionais urbanistas voltaram a rever como a cidade pode crescer e oferecer algo notável e de reconhecimento nacional (a vocação).

Que tenhamos sucesso nestas investidas e que sejam minimamente colocadas em prática!


Sobre o autor

Mário Pinheiro

Colunista do Caderno de Arquitetura e Decoração do Imagem da Ilha


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