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Concluída primeira etapa da rede metropolitana de transporte coletivo na Grande Florianópolis

Concluída primeira etapa da rede metropolitana de transporte coletivo na Grande Florianópolis
Apresentação feita em São Pedro de Alcântara (Foto: Rosalia Pessato / Suderf)

Publicado em 25/10/2017

A proposta da Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano em todos os municípios da Grande Florianópolis, no período de agosto a outubro deste ano, foi apresentada pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (Suderf). Centenas de moradores, gestores públicos, empresários e estudantes participaram das audiências em Águas Mornas, Antônio Carlos, Biguaçu, Governador Celso Ramos, Florianópolis, Palhoça, São José, São Pedro de Alcântara e Santo Amaro da Imperatriz.

“Os resultados dessa primeira fase foram muito bons, não só dos prefeitos e suas equipes técnicas que avaliaram a proposta bem como da população que participou das nossas reuniões. A partir de agora vamos elaborar o edital de toda parte correspondente do que virá a ser um contrato de concessão, toda a parte econômica financeira, estimativa de tarifas para mais uma etapa de audiências públicas e colocação em consulta pública para então encaminhá-lo ao Tribunal de Contas do Estado, que deverá fazer avaliação final do edital”, explicou o superintendente da região metropolitana da Grande Florianópolis Cassio Taniguchi.

O projeto da Suderf, com apoio técnico do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC, propõe racionalizar o sistema de transporte que hoje se caracteriza pela sobreposição de linhas municipais com intermunicipais. São objetivos também reforçar serviços locais e municipais; facilitar as conexões entre as centralidades da área continental da região metropolitana (Centro de Palhoça, de Biguaçu, Kobrasol e Campinas); e melhorar a abrangência territorial da rede de linhas.

A Suderf prevê criar itinerários dentro dos municípios que melhorem a mobilidade entre os bairros, além de aumentar a frequência dos ônibus para áreas de grande demanda, a exemplo da região de Kobrasol/Campinas em São José, que é o segundo ponto que mais atrai pessoas na Grande Florianópolis.

“A proposta apresentada ainda está aberta a sugestões. Todas serão avaliadas pelas equipes da Suderf e da UFSC, em conjunto com as prefeituras”, destacou o diretor técnico da Suderf Célio Sztoltz.

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No mapa disponível na Internet, é possível ver todas as linhas de ônibus por município da região, e as contribuições devem ser enviadas até 25 de novembro para onibusmetropolitano@gmail.com.

Próximas etapas

O edital de licitação no novo sistema de transporte metropolitano será apresentado em três audiências, reunindo os municípios das regiões sul (Águas Mornas, Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz), central (São José e São Pedro de Alcântara) e norte (Antônio Carlos, Biguaçu e Governador Celso Ramos) da Grande Florianópolis. Depois disso, o documento ficará disponível para consulta pública por 30 dias e então encaminhado para o Tribunal de Contas do Estado.

“Esperamos lançar o edital este ano ainda, uma vez que há pressão dos órgãos de controle Ministério Público e Tribunal de Contas no sentido de termos uma licitação nova uma vez que todas as concessões na região metropolitana, com exceção de Florianópolis, estão vencidas”, concluiu o superintendente Cassio Taniguchi.

Paralelo a isso, prefeitos e Governo do Estado têm debatido sobre a adequação da Lei Complementar n.º 636, de 9 de setembro de 2014, que instituiu a região metropolitana da Grande Florianópolis (RMF) e a Suderf. Entre os pontos principais estão o tamanho da RMF, hoje com nove municípios e outros 13 na área de expansão; as competências da Suderf cujo papel está restrito ao planejamento regional e não execução das funções públicas de interesse comum; e a criação de um fundo.

A segunda fase do projeto refere-se à infraestrutura viária, com implantação de faixas exclusivas de ônibus e corredores para BRTs (Bus Rapid Transit) na Grande Florianópolis. A Suderf prevê ainda construção de terminais de integração em Biguaçu, São José e Palhoça, implantação do Sistema de Inteligência Operacional (ITS) e Centro de Controle Operacional (CCO) para supervisionar toda a operação do BRT, por meio de parceria público-privada.

 

Da Redação