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A volta para casa depois das chuvas: cuidados devem ser redobrados neste recomeço

Difícil recomeço: as pessoas começam a voltar para suas casas em cidades como Taió e Rio do Sul (Fotos: Tiago Ghizoni/Secom)

Publicado em 22/10/2023

Aos poucos a vida vai voltando ao normal no Alto Vale do Itajaí, depois das fortes chuvas que atingiram a região no começo do mês. Com as águas mais baixas, as pessoas começam a voltar para suas casas em cidades como Taió e Rio do Sul, que decretaram estado de calamidade pública, além de Rio do Oeste. Mas a alegria pelo retorno vem junto com muito trabalho para limpar e repor o que foi perdido.

Em poucos minutos circulando pelas ruas de Rio do Sul já é possível encontrar gente com a mão na massa, tentando tirar a lama que invadiu casas e comércios. É o caso do mecânico de bicicletas Rafael Toledo Figueiredo. Ele mora e trabalha no mesmo local. Imagens feitas no dia 10 de outubro mostravam tudo debaixo d’água. O volume chegou a encostar na placa da oficina dele, suspensa cerca de 5 metros do chão. Mas nesta quinta-feira, 19, o rapaz já estava tirando os entulhos e parte dos móveis que a cheia estragou. Depois de duas semanas longe, ele se mostrou bastante resiliente e disposto a recomeçar.

“Agora vamos limpar tudo e começar a consertar bike de novo. Da oficina eu salvei todo o material e ferramentas. Alguma coisa ficou, mas é pouca coisa, mas graças a Deus conseguimos tirar boa parte”, explica.

Vizinha de Rafael, a dona de casa Vanilde Nzermiane também ficou fora cerca de 15 dias. E vai ter muito o que fazer para deixar a casa brilhando do jeito que costumava ser. Calçada com botas e luvas de borracha, ela puxava para fora a mistura de terra e água que inundou sua garagem. E fez questão de pensar na limpeza, mas sem descuidar da saúde, como recomenda a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC). O órgão tem alertado para o risco do contato com água contaminada pelas enxurradas, principalmente com relação à leptospirose, doença bem comum nessas ocasiões.

“Não é muito bom colocar a mão na lama não, numa hora dessa. Não entendo de muita coisa assim, mas a sujeira é muita, né? Esgoto e por aí a fora. A proteção é a luva e a bota. É essencial”, diz a dona de casa.

Distante 54km de Rio do Sul está Taió, cidade também devastada pelas chuvas. Quando resolveu se mudar para lá, no começo do ano, o autônomo André Denfen Odorizzi foi alertado pelo pai sobre as enchentes que atingem a região. Então quando recebeu os avisos da Defesa Civil de Santa Catarina de que havia risco de tempestades e inundação ele resolveu agir e retirou todo o maquinário do Lava a Jato que montou ao lado de casa.

“A questão do comercio eu já avisei na rede social que não teria trabalho sendo realizado. Então isso automaticamente já dá uma diminuída no caixa. Mas eu também tenho que pensar que a gente ainda está de pé, está firme então vamos pra próxima”, afirma André, que calcula que no começo do mês de novembro já estará atendendo os clientes.

A poucas ruas do comércio do André, a cabelereira Marlise Duemis reencontrava a casa onde mora e onde funciona o seu salão de beleza. Ela também se adiantou quando soube que a água iria subir. Tirou muita coisa, mas acabou perdendo um aparelho de ar-condicionado e um armário. Preocupada com a parte elétrica do imóvel, Marlise pediu ajuda ao irmão. “A gente desligou toda a rede. Meu irmão abriu todas as tomadas para secar e limpar tudo. A gente está cuidando e fazendo o possível na verdade”, explicou.

Da redação

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